Quinta, 28 de Dezembro de 2006
Arquivo Diário
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Publicado por Tati em 28 Dez 2006 | sob: Movies

Há alguma coisa em Edward Norton, um dos grandes atores americanos de sua geração, que irrita… a você, a mim, a todo mundo!!!!! Impressionante….
Pode ser sua cara de fuinha ou a sua voz anasalada e algo metálica…. Ou ainda aquele seu primeiro papel no cinema… lembra? Lembra do maquiavélico Aaron, de “As Duas Faces de um Crime” de 96? Talvez por isso Hollywood só dê a ele papéis de vilão, o que ele faz bem diga-se de passagem, como os golpistas de “Cartas na Mesa” de 98 e “A Cartada Final” de 2001, em que contra cena com Marlon Brando e Robert De Niro e não fica nada a dever… hehehe… Ou ainda o neonazista arrependido de “A Outra História Americana” de 98, na minha opinião o seu melhor desempenho até hoje.
Mas, as vezes, Norton tem a chance de mostrar sua versatilidade…. como no caso do filme “O Clube da Luta” de 99 e no musical “Todos Dizem Eu Te Amo” de 96, dirigido pelo magnífico Woody Allen, em que chega mesmo a cantar…. jkjfdlkjglk bizarro!!!!!
…. Mas estou falando tudo isso pq assisti tarde o filme “O Ilusionista” aonde Nortonganhou mais um papel versátil.
Foi dirigido pelo talentoso Neil Burger, que só fez antes o excelente “Interview with the Assassin” em 2002, esse é sobre um hipotético ex-fuzileiro naval que se diz o tão procurado “segundo atirador” da morte de JFK…
Porém o “O Ilusionista” chegou à após o lançamento do seu semelhante “O Grande Truque“, de Christopher Nolan, o que pode prejudicar e confundir meros mortais como nós!!!!
Eu assisti na sequência esse ultimo e posso dizer com certeza que seria injustiça pensar que “O Ilusionista” não é tão bom quanto esse.
Mas os paralelos são inevitáveis: enquanto o “O Grande Truque” centra seu foco na disputa da vida inteira entre dois mágicos (Hugh Jackman e Christian Bale) por um truque inatingível, o outro fala da luta entre um mágico plebeu (Norton) e um herdeiro (Rufus Sewell) pela mesma mulher (Jessica Biel).
O filme é baseado no conto “Eisenheim, o Ilusionista”, de Steven Milhauser, que parte de um fato histórico, envolvendo o príncipe Rudolf, da Áustria, filho único do imperador Franz Josef, e sua amante, a baronesa Mary Vetsera. Awwwww…. mas se o você não conhece a história, melhor assistir na ignorância mesmo!!!!! Eisenheim (Norton) e Sophie (Jessica) crescem juntos e se apaixonam. Pela diferença social, são separados; ele desaparece, mas promete voltar para resgatá-la. É o que faz ao se tornar o mágico mais famoso do império. Mas terá de enfrentar antes o herdeiro Rudolf (Sewell), todo seu dinheiro e aparato de segurança (este conduzido por um excelente Paul Giamatti) e sua própria insegurança, alimentada pelo desprezo de seu pai, o imperador, que o filho mascara com crueldade.
Além do fato de Norton ter aprendido a maior parte dos truques para o papel com o mágico britânico James Freedman, não há grandes pirotecnias nesse filme simples e bem-feito, contado e interpretado, que vai lhe surpreender se prestar a atenção até o final…
E é ele de novo… Norton como num truque bem executado!